Quem possuia a propriedade de Serra Pelada?

O Direito Minerário de Serra Pelada era de titularidade da companhia Vale do Rio Doce, que manteve uma empresa subsidiária no local, sem explorar o mineral. A empresa nunca conseguiu expulsar os garimpeiros da região, e, em 1984, foi aprovada uma indenização à Vale no valor de US$ 60 milhões pelo ouro até então extraído pelos garimpeiros.

Em 2001, o governo concedeu o direito do local para os garimpeiros, mas em 2006 houve um impasse entre o governo, a Vale do Rio Doce e os garimpeiros.

A companhia canadense Colossus Minerals firmou um acordo com a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), em 2007, visando explorar a região de Serra Pelada. O contrato previa que a Coomigasp teria 49% de participação na mina e a Colossus 51%.

Em 2009, o contrato foi modificado e a Colossus passou a ter 75% de participação. A empresa começou a fazer pagamentos mensais para a cooperativa, mas a maior parte desse dinheiro desapareceu. Após denúncias, o Ministério Público Federal investigou o caso, e, em 2012 a justiça afastou o comando da cooperativa.

Em 2013, a Colossus Minerals enfrentou uma série de manifestações dos garimpeiros em Serra Pelada. O grupo protestava contra a mudança no contrato de compartilhamento de lucros entre a mineradora e a cooperativa. A repercussão do projeto resultou na mudança de vários diretores da empresa, incluindo o CEO Cláudio Mancuso, que renunciou ao cargo em novembro de 2013.
A Colossus chegou a captar recursos na Bolsa de Toronto, no Canadá, porém, o projeto Serra Pelada nunca saiu do papel. Em 2014, devido a dificuldades financeiras, a empresa fechou o seu capital na bolsa e demitiu os funcionários empregados no Brasil. Em 2016, a Colossus deu baixa definitiva no CNPJ da subsidiária brasileira Colossus Mineração LTDA.